31 de maio de 2017

Saúde alerta para importância da prevenção e teste rápido de sífilis durante a gestação


A sífilis é uma doença sexualmente transmissível e que, se a mãe estiver infectada, pode transmitir para o filho, podendo assim causar má formação do feto, aborto ou morte do bebê.  Por esse motivo, a Secretaria de Estado da Saúde alerta sobre a importância da prevenção e realização do Teste Rápido durante a gestação. Os testes rápidos são distribuídos pelo Ministério da Saúde para todo o Brasil. De acordo com dados do Núcleo de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde, só em 2017 já foram notificados 125 casos de sífilis em gestantes e 100 casos de sífilis congênita na Paraíba.

Segundo a chefe do Núcleo das DST/Aids e Hepatites Virais, Joanna Ramalho, a recomendação é que, se a pessoa fez sexo sem proteção, deve fazer o teste rápido, que é gratuito, rápido e simples. Se for gestante, deve exigir o exame no pré-natal para proteger a mãe e o bebê. “O teste rápido é um teste de fácil acesso e conseguimos o resultado de imediato nas unidades de saúde, que é o local onde as gestantes fazem o pré-natal, dessa forma já iniciamos o tratamento em tempo oportuno da gestante e do seu parceiro”, disse.

O teste rápido de Sífilis é realizado em gestante durante o pré-natal, nas Unidades Básicas de Saúde de todo o Estado, como também por demanda espontânea nos Centros de Testagem e Aconselhamento para todas as pessoas que queiram fazer. Ele está disponível também em Hospitais/Maternidades do Estado. O teste rápido é um teste de triagem e deve ser confirmado com um teste quantitativo, geralmente o VDRL.

Penicilina - De acordo com nota técnica do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), além dos médicos, os enfermeiros também podem prescrever a penicilina benzatina, único medicamento comprovadamente capaz de atravessar a barreira placentária e prevenir a sífilis congênita, conforme protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde ou em rotina aprovada pelas instituições de saúde.  A nota técnica afirma ainda que a ausência do médico na Unidade Básica de Saúde não configura motivo para a não realização da administração oportuna da penicilina benzatina por profissionais de Enfermagem.

Os locais de referência na capital para tratamento da doença são: Maternidade Cândida Vargas; UPAs do Valentina e de Manaíra e Cais, do bairro do Cristo Redentor.

Sobre a doença – A sífilis em gestante é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, causada pelo Treponema pallidum. De transmissão sexual e vertical, que pode produzir, respectivamente, as formas adquirida e congênita da doença.

A maioria das pessoas com sífilis tende a não ter conhecimento da infecção, podendo transmiti-la aos seus contatos sexuais. Isso ocorre devido à ausência de sintomatologia, dependendo do estágio da infecção. Quando não tratada, a sífilis pode evoluir para formas mais graves, especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.

Já a sífilis congênita é a consequência da disseminação do Treponema pallidum pela corrente sanguínea, transmitido pela gestante para o seu bebê. A infecção pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, e o risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.

Um bebê infectado pode nascer sem sinais da doença. Porém, sem tratamento imediato, a criança pode ter vários problemas, desenvolvendo feridas na pele, febre, icterícia, anemia ou inchaço no fígado ou baço, sofrer convulsões ou até mesmo morrer.

A doença tem tratamento e cura. Os exames de diagnóstico para a sífilis congênita são o VDRL, raio-X de ossos longos, hemograma e punção lombar, avaliação oftalmológica e audiológica. O tratamento é realizado com Penicilina.

Secom-PB

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